8 de fevereiro de 2011

Escrevo pra mim

Escrevo pra mim, e vai ser sempre assim.
Falo apenas quando sinto vontade. Escrevo só o que dita meu coração. O que na maioria das vezes estou sentindo, sonhando, vivendo, ou esperando acontecer. E se você vem aqui, não pense que estou a procura de algo pra escrever que você vá dizer: Nossa que LINDO! Não, não estou, não vivo de elogios, ou massagem do ego. E não sou chegada a esse tipo de gente que, muitas vezes, quer nos falar e fica usando de indiretas, gosto de gente de coragem e que diz o que pensa e afirma seus valores, encarando de frente. Não quem usa de subtendidos. Não quero viver satisfazendo caprichos e desejos alheios dos poucos que me vêem como poeta e ter a obrigação de escrever, sem querer, só por que alguém quer ler alguma coisa que faça bem a sua alma, que encha seus dias de flores... Que satisfaça o seu ego. Não, não sou assim. Na maioria das vezes, prefiro falar do que vejo e é tanta injustiça no mundo, que se falar bonito e procurar palavras só pra falar da beleza da vida, vou acabar deixando pra trás tantas coisas feias que me irrita observar em pessoas que não sabem como tratar seu semelhante, e passam pela vida, como se nunca tivessem vivido, por que não aprenderam amar.
Não posso esquecer disso, da necessidade do ser humano voltar a ser humano.
Isso sim, seria belo! Disso vale falar... Todo dia!
Escrevo pra mim. Outras vezes, por que sinto necessidade de estar comigo mesma, de falar ao meu coração, de ouvir meus anseios, de fazer silêncio, e tentar entender meus pensamentos. E confesso , nem sempre eles são submissos à minha mente, ou à minha vontade, por que ainda não aprendi a dominá-los completamente. Sinto serenidade e uma paz me invade quando penso no que é bom, no que é honesto, em tudo que é amável, mas existem momentos na vida em que erro, penso que sou fraca, sou falha, sou barro, sou pequena e a luz parece tão distante de mim, se vejo a olhos nus (se perco a fé, se a coragem me abandona, se a esperança arruma as malas e deseja partir) . E aí vem a insensatez. E vem a loucura. E perco a lúcidez. E o coração cativo à velhas manias de querer acreditar apenas no que vê. Olha pra trás. Quando deveria seguir em frente. E dói, dói quando eu não consigo entender. E é mais fácil supor e buscar motivos que podem nem existir. E eu busco, busco pra aliviar a ansiedade que se faz aqui dentro. E na busca, encontro Deus me dizendo: ' Vem como estás. O caminho tem flores, mas faz parte os espinhos' , segue por ele, mesmo assim. A minha graça te basta, ela se aperfeiçoa na sua fraqueza. E eu nunca te deixarei. Serei contigo até o fim.'

A fulga do meu peito tem sido descansar nos braços do Pai, e me encontrado aqui. Tem dia que poderia escrever... Escrever sem fim!


NiL Almeida